Gastronomia de turismo

A cada ostra experimentada, todo o prédio parece tremer, fazendo um leve barulho, lembrando que o restaurante é dentro, no subsolo, de uma estação de trem. Da estação de trem, na verdade, já que se trata da bela Grand Central, uma das principais de Nova York. O ambiente impressiona, com um amplo salão bem decorado que, segundo alguns críticos, transporta os comensais a uma Nova York do passado.

Vista do Oyster bar de fora

O Grand Central Oyster Bar é um daqueles locais que aparecem em guias de turismo como “obrigatórios”. Diz-se que, com seus preços “acessíveis”, é possível experimentar a maior variedade de frutos do mar mais frescos da cidade.

De papel, o cardápio tem data e muda frequentemente de acordo com a oferta de produtos

O cardápio de fato é extenso, com muitas opções de peixes, crustáceos e moluscos. Os preços ficam em torno de US$ 20 por prato, o que de fato pode ser chamado de acessível, mas não exatamente barato. Junto com um casal da família maurista, a conta, para 4 pessoas, chegou a US$ 150, incluindo uma garrafa de vinho (a carta de vinhos é variada e tem boas opções por menos de US$ 40).

Camarões empanados

Foi possível experimentar quatro pratos. Um grande salmão grelhado com legumes, fresco e com sabor suave; um prato de camarões gigantescos empanados e com ótima textura; lulas empanadas, em que o destaque era o molho marinara. Por último, o que deveria ser o destaque do restaurante: ostras.

Salmão grelhado

As ostras pedidas estavam na parte de entradas, então o fato de terem sido apenas seis ostras no prato (que custava US$ 11) não foi exatamente um problema. Em vez de pedir as cruas, frescas, o cardápio atraiu mais pela oferta de ostras gratinadas, assadas e fritas. A escoha foi por ostras grelhadas, lembrando das comidas em Nova Orleans, no Drago’s, que prepara elas na brasa. Criar expectativa assim não foi uma boa ideia. Não que as ostras não estivessem exatamente boas, mas que não estavam impresionantes como se poderia esperar de um restaurante “obrigatório” e focado especialmente nelas.

Anéis de lula fritos

O Oyster bar é imenso, e tem uma parte que lembra um refeitório e outra em que o balcão fica em frente ao bar onde as ostras são preparadas. Nova York tem uma forte ligação com as ostras (há até um livro de história somente sobre esta relação), e o cardápio do bar tem ofertas vindas direto da costa oeste do país, o que fortalece a variedade. Comer as ostras mais tradicionais, cruas, pode ser uma boa aposta, mas nenhuma delas comida na cidade grande vai ter o efeito de comer uma pescada na hora em Florianópolis, por exemplo, a não ser que seja preparada na brasa e com molho de queijo, como em Nova Orleans.

Ostras, finalmente, assadas no forno e sem impressionar muito

Serviço:
Grand Central Oyster Bar
89 East 42nd Street
New York, NY 10017-5503
(212) 490-6653
Site

Leia também:
Revista NY

Visita do Monstro ao Drago’s, em Nova Orleans

Drago’s

O balcão de ostras frescas

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Uma resposta para “Gastronomia de turismo

  1. Poxa…! Este lugar eu desconheco… Bom post…

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