Arquivo do mês: abril 2010

Em busca do hambúrguer perfeito 11 – Armadilha americana

Fazer um restaurante com cara de coisa autenticamente local em uma região turística é uma combinação lucrativa para quem investe nela e frustrante para quem cai na armadilha. Algumas armadilhas, nem sempre nascem de forma tão maquiavélica. O Diner do Meatpacking District, por exemplo, podia ter surgido na esquina da rua 14 com a 9ª avenida bem antes de a região atualmente rica se livrar da prostituição e do tráfico de drogas que dominavam a área até os anos 1980. O problema é que quando o local se torna alvo de turistas, o local coloca a maquiagem e aumenta os preços, sem melhorar a qualidade.

O Diner fica em uma esquina bem estratégica do MeatPacking District, mas não é tão bom quanto pode parecer

Desde a primeira visita ao bairro, uma olhada no menu que fica na porta do bairro tirou qualquer vontade de sentar ali. No final de semana seguinte, entretanto, fazia sol na calçada ao ar livre, onde uma mesa chamava para sentar e comer mesmo se fosse uma comida ruim.

O hambúrguer servido em pão de fôrma no Diner sem graça

As long necks por U$ 6 mesmo em horário de happy hour, quando há promoções já assustavam, mas os sanduíches e saladas por cerca de U$ 12 nem estavam a preços absurdos. O problema é que, com clientela garantida, o lugar parece se preocupar menos com a qualidade da comida, então há relativamente poucas opções e nenhuma que valha o sacrifício.

Por U$ 15, há opção de saladinhas com frango, para quem não quiser sanduíches e estiver disposto a gastar dinheiro

O hambúrguer que leva o nome de especialidade de casa é interessante por ser servido em pão de fôrma, em vez do pão redondo tradicional, mas não é nada que surpreenda de forma interessante, especialmente considerando que o lugar fica a metros do Bill’s, que vale uma visita, mesmo que repetida.

Serviço:
The Diner
Meatpacking District
44 9th Ave
New York, NY 10011

Não acredita? Então olha aí:
Urban Spoon

Time Out

Festa oleosa nas ruas

Depois de um dos invernos mais desgraçados, o clima esquentou, então não é mais estranho andar por Manhattan nos finais de semana e encontrar longas e importantes avenidas fechadas para o trânsito e tomadas por barraquinhas que vendem bugingangas e comidas. Começou a temporada de feiras de rua de Nova York.

Barraca de frituras em feira de rua de Nova York

As feiras normalmente acontecem durante todo o dia, e são imensas, podendo passar por mais de uma dezena de quarteirões. Logo que o tempo começa a melhorar, já é possível encontrar na internet uma lista completa dos locais em que elas vão estar ocorrendo até outubro.

Qualquer coisa comestível é jogada no óleo para ser servida nas feiras

O esquema é bem de feirinha de rua tradicional mesmo. Barraquinhas de um lado e do outro da avenida, oferecendo produtos para vender, de roupas e acessórios a assinaturas do New York Times. Algumas feiras têm shows e apresentações, mas o tradicional mesmo são só as vendas.

Corn dogs e batatas fritas em feira de rua

E, claro, as comidas de rua. Por aqui aparenta haver domínio dividido entre os latinos e os árabes (isso de forma bem generalizada, incluindo comida grega entre os árabes, por exemplo). A maior parte das barraquinhas vende a comida Tex-Mex, ou mesmo arepas, as panquecas de milho da Venezuela e da Colômbia, e churrasco no estilo do Oriente Médio, com pães, coalhada, hummus, essas coisas.

O corn dog, um picolé de salsicha empanada com massa de milho

O lado mais americano das feiras de rua de Nova York está nas comidas tiípicamente americanas, ou seja, fritas. É aqui que se encontra aqueles picolés de salsicha que costumam aparecer em filmes, os corn dogs, por exemplo, ou pacotes de batatas fritas, queijo empanado, pedaços de galinha frita e até chocolates e biscoitos fritos.

O clássico mesmo é o tal picolé, que domina a cena de comida de rua norte-americana desde os anos 1930. Os corn dogs são salsichas das mais simples e sem graça colocada num palito e coberta com uma massa de milho, e então fritas. É semelhante a enroladinhos de salsichas encontrados em padarias do Brasil, mas com um sabor leve de milho por conta da massa. Aqui é preciso dizer que o modelo brasileiro tem um gosto melhor.

Serviço:
Lista de feira de ruas de verão de Nova York

Não acredita? Olha aqui então:
Yelp

About.com

Parque de diversões para adultos

Primo pobre de Manhattan, o Brooklyn está na moda em Nova York. O bairro que fica do lado oposto do rio Leste já foi sinônimo de violência e pobreza, mas atualmente é apontado como principal ponto de produção de cultura jovem, disputando com a ilha central da cidade em música, moda e gastronomia – tanto que a revista “Time Out” deu uma capa para a disputa entre os dois bairros. É lá, pertinho do rio, em ruas mais silenciosas e tranquilas de Williamsburg, que é produzida a terceira cerveja mais popular de Nova York, a Brooklyn Lager.

A porta da pequena cervejaria do Brooklyn

A cerveja mais encorpada e de sabor mais complexo de que os chopps mais tradicionais pode ser encontrada em quase todos os bares da cidade a preços normais (Em Manhattan, fora do Happy Hour, isso significa entre U$ 5 e U$ 6 por copo de meio litro). Ela começou a ser produzida na região somente em 1996, fruto do trabalho de um ex-correspondente da Associated Press no Oriente Médio, que aprendeu a fazer cerveja pela impossibilidade de comprar pronta em países muçulmanos. Apesar de nova, ela já é uma das 40 maiores dos Estados Unidos, exportando para mais de uma dezena de outros lugares (o Brasil é um dos próximos, dizem).

O bar interno oferece dez tipos diferentes de cervejas produzidas ali por preços bem módicos

Depois da Stella Artois e da Guinness, a Brooklyn é a terceira cerveja tipo chopp (tirada na pressão) mais vendida na cidade, bem à frente da Budweiser, por exemplo. Isso faz parte da valorização de uma busca por qualidade das cervejas, mas também de um apreço pela produção local, em microcervejarias, em detrimento das bebidas feitas de forma massificada.

Tonéis em que as cervejas são fabricadas. Todo o processo leva cerca de duas semanas

Por mais que a cerveja possa ser encontrada em quase todos os lugares de Nova York, é lá mesmo onde ela é produzida que está o parque de diversões para adultos. A Brooklyn Brewery abre as portas para visitas de sexta a domingo, oferecendo um “passeio” pela cervejaria e um galpão montado como um bar para passar horas experimentando cada tipo de cerveja diferente produzida ali a preços promocionais.

Parede de dentro da área do bar, decorada com cervejas vazias

O passeio é bem interessante, por mais que seja irônico. Os visitantes são convidados a andar uma dezena de metros até a sala em que está a maior parte dos tonéis em que é fabricada a cerveja, onde o diretor de marketing da empresa, que minutos antes vendia a bebida no balcão do bar, conta a história da cervejaria e responde a perguntas, sempre com um copo na mão. O passeio é simples, mas o melhor é que é gratuito, então torna a visita ao local mais interessante.

No bar, as cervejas custam U$ 4 ou podem ser compradas em pacotes de 6 por U$ 20, que deixa ela bem mais barata de que nos bares tradicionais. Além disso, na fábrica há mais opções de sabores de cerveja, incluindo opções mais escuras, feitas com trigo e edições especiais.

Não há opções de comida, entretanto, mas muita gente encara o passeio pela cervejaria como um piquenique, levando comidas para passar a tarde do fim de semana lá, tomando cervejas “fresquinhas”, recém saídas do forno.

Por mais que seja o estereótipo do casal machista, bem em frente à cervejaria fica um dos principais brechós da região, o Beacon’s Closet, e não é raro ver o homem ir tomar cervejas enquanto espera a mulher fazer compras na loja em frente.

Serviço:
The Brooklyn Brewery
#1 Brewers Row
79 North 11th Street
Brooklyn, NY 11211
Tel: (718) 486-7422

Parque de diversões para crianças

Ninguém entende tanto de consumo quanto os americanos, e um dos melhores exemplos do quanto eles são bons em vender está junto da Times Square em Nova York, em uma loja inteira, de três andares, inteiramente voltada a bolinhas de chocolate confeitados coloridos, o M&M World. O local é imenso, e vive lotado de turistas que se encantam com todo tipo de produto que leva os bonequinhos inspirados nos chocolates.

A loja tem vários brinquedos misturando Nova York e M&Ms

O lado gastronômico, se é que se pode usar o termo, é que junto de camisetas, bolas e canecas coloridas, há, naturalmente, chocolate. O destaque são os M&Ms, que podem ser encontrados em sabores diferentes dos três comuns vendidos no brasil. Além do simples, do amendoim, e do crisp, há variedades com chocolate brando, amargo, com menta, com amêndoas, tubos inteiros formam uma grande parede de chocolate confeitado.

Há embalagens já prontas, mas o que faz da loja um parque de diversões de crianças é o auto-serviço, em que se pode encher pacotes com cores isoladas, sabores diferentes e montar o que chamam de “misturas únicas”. O preço não é dos melhores, e cada meio quilo custa U$ 14, mas isso não impede a febre consumista de tomar conta de formar grandes filas de gente comprando tudo o que encontra com M&M.
A grande parede de M&Ms em cores isoladas
Bem na frente do mundo M&M há uma grande loja de produtos da Hershey’s, que é menos colorida e atraente, mas que tem maior variedade de chocolates, satisfazendo mais os chocólatras de verdade.

Serviço:
M&M World
1600 Broadway
New York, NY 10019-7413
(212) 295-3850

O preço da qualidade

Manhattan vista da ponta do Brooklyn

Este post é uma antecipação a assuntos que devem ser tratados aqui no futuro, mas é necessário para dar uma ideia do custo de se comer bem em Nova York. Apesar de ser preciso analisar criticamente as avaliações de críticos de restaurantes, partamos do princípio de que a lista que acaba de ser publicada com os 50 melhores restaurantes do mundo segundo a revista Restaurant está certa, e pensemos quanto custa experimentar isso tudo por aqui.

Entre os 50 melhores do mundo, 6 estão em Nova York (De 7 nos Estados Unidos). Os dois mais bem classificados são o Daniel (8º) e o Per Se (10º), e há ainda o Le Bernardin (15º), o Momofuku Ssam Bar (26º), o WD-50 (45º) e o Eleven Madison Park (50º).

O Daniel é o restaurante principal de Daniel Bouloud, que tem três estrelas no Guia Michelin também, talvez o guia mais respeitado do planeta. Mesmo sendo o mais bem classificado, não chega a ser o mais caro dos que ficam na cidade. Um menu degustação com 3 pratos no jantar custa U$ 105 (sem contar bebida, imposto e gorjeta, que jogam pra cima de U$ 150 por pessoa). Ele pode ficar por U$ 165 se for combinar cada prato com um vinho. Os menus mais completos custam U$ 185 (6 pratos) ou U$ 205 (8 pratos). O Daniel recebeu nota 28/30 no guia Zagat, considerado o segundo melhor da cidade. É fácil conseguir reseva até para o mesmo dia ali. Para quem controla os gastos, é possível conhecer a comida de Daniel Bouloud em restaurantes menos badalados dele pela cidade, como o DBGB e outros quatro locais, todos bem mais simples e mais baratos.

O Per Se costumava ser apontado como o melhor restaurante da cidade. Ele fica no prédio Time Warner, na esquina do Central Park, e pode ser bem mais caro. Seu menu completo no jantar custa U$ 275 por pessoa, incluindo o serviço.  Nos fins de semana há uma versão mais acessível do menu degustação no almoço, por U$ 175 por pessoa. A vantagem dele é que pode-se não peir o menu e encarar pequenos pratos isolados por cerca de U$ 35, cada. O problema, entretanto, é que não é possível encontrar mesas livres no Per Se no jantar por até oito semanas…

O terceiro nova-iorquino da lista é o Le Bernardin, escolhido o melhor da cidade pelo guia Zagat. Seu menu degustação no jantar custa U$ 138 por pessoa (225 com o vinho). Há uma outra opção de menu por U$ 110 por pessoa, e pode-se ainda conhecer o local no almoço, quando o preço é bem mais baixo: U$ 69 por pessoa. No Bernardin é fácil conseguir reserva com até uma semana de antecedência.

O grande achado gastronômico da lista, para quem vive com controle de orçamento, é o Momofuku Ssam Bar. Ao contrário de Daniel Bouloud, que teve seu principal restaurante eleito na lista e tem opções mais baratas para conhecrr a comida dele, David Chang teve um de seus restaurantes “menores” escolhido o 26º melhor do planeta. Chang já tem 5 restaurantes em Nova York. O principal, Momofuku Ko, tem menos de 15 lugares, e uma disputa imensa por mesas. O Ssam bar é um dos projetos paralelos, onde nem se pode fazer reserva para pouca gente e que fica com uma boa fila todas as noites. Seu menu degustação custa meros U$ 55 por pessoa (U$ 75 no menu de luxo), podendo ser ainda mais barato no caso de pratos isolados.

O WD-50 é elogiado, mas talvez seja o menos na moda dos restaurantes de luxo de Nova York. Ele oferece um menu degustação de U$ 140 ou os pratos isolados, por cerca de U$ 35, cada. Nas descrições dele no Zagat, o local é apresentado como uam “aventura excêntrica”. Consegue-se mesa para duas pessoas com facilidade.

É interessante a classificação do Eleven Madison Park na lista. Ele teoricamente é o último colocado, mas estar entre os 50 melhores do mundo já é algo a ser celebrado, não? Baseado na cozinha francesa, ele serve menus no almoço de U$ 28, por pessoa. No jantar, fica um pouco mais caro, passando a U$ 95 o mais simples, ou U$ 175 para experimentar 11 pratos diferentes. É fácil conseguir reservar uma mesa, ali, especialmente em horários mais cedo no jantar.

Leia também:
Os melhores 50 restaurantes do mundo

Serviço:
Daniel

Per Se

Le Bernardin

Momofuku Ssam Bar

WD-50

Eleven Madison Park

Em busca do hambúrguer perfeito 10 – Repeteco



A foto do Rossini, que fica melhor de dia de que à noite

Ok, é verdade que a meta é buscar conhecer o máximo de sanduíches diferentes para tentar encontrar o mais perfeito, mas ao completar metade do tempo em Nova York, foi preciso voltar a comer o favorito.

O problema é que chovia na hora de buscar um restaurante para o brunch do domingo, e a opção inicial, onde havia coquetéis à vontade por U$ 12, foi rejeitada por conta do excesso da bebida consumida no dia anterior, aí, mais pela facilidade, o Monstro e amigos voltaram ao Les Halles, restaurante mais citado neste blog. Era para comer os praos de café da manhã, mas já passava das 13h, e o cardápio mostrava que do menu de brunch para o hambúrguer Rossini havia somente U$ 2 de distância – então voltamos a ele.

O Rossini foi um dos primeiros hambúrgueres apresentados aqui. Ele é imenso, com carne de primeira assada no ponto perfeito, ficando macia e suculenta. Ele vem coberto com foie gras e acompanhado por um molho de vinho com trufas. Um espetáculo.

O mesmo sanduíche por outro ângulo

É preciso admitir que o primeiro foi tão bom que criou espectativas demais para o segundo. A Esposa achou eu havia menos foie gras, e que por isso não estava tão bom como da primeira vez. A verdade é que estava excelente, e que, por maior que fosse, não sobrou nada…

A refeição, composta do sanduíche e de água (e incluindo imposto e gorjetas), custou U$ 24 por pessoa, e valeu cada centavo.

Leia também:
Em busca do hambúrguer perfeito 3 – O favorito

A praça de alimentação

O céu aberto sobre a St. Marks Place, em bela foto tirada pela esposa

É só dobrar a esquina para sentir a mudança de ambiente. Se em muitos momentos Nova York parece um grande shopping a céu aberto, a St. Marks Place é uma de suas principais praças de alimentação. Por três quarteirões, as residências dão lugar a dezenas de restaurantes intercalados por pequenas lojas, formando uma área agradável para passear e para encontrar ótimos lugares para comer.

A esquina da rua que é praça de alimentação da cidade

A St. Marks Place é a rua de número 8, no East Village, entre as avenidas 3 e A, e tem esse nome diferente por conta da igreja de mesmo nome que fica em uma das esquinas. A área é berço de grande parte da produção da contracultura americana dos anos 60, com os Beatniks, e esteve ligada a artistas e estudantes, sendo uma das áreas visivelmente mais jovens de Nova York.

A st. Marks Place, movimentada mesmo nas noites durante a semana

Foi na St Marks que o Monstro encontrou os sliders, pequenos hambúrgueres de que falou na última entrada neste diário. Lá há pizzarias, lanchonetes, churrascarias, sorveterias e, claro, boates e casas de show. O melhor de tudo é que por ser uma área voltada a jovens, quase tudo tem preços bem acessíveis.

A rua é boa alternativa para bebida e comida barata

A rua é tão representativa que ganhou um mapa próprio na revista “New York”, que apelidou o bairro de Eats Village, por conta da quantidade de restaurantes por ali. A St. Marks também tem referência em guias de turismo e em blogs na internet.

Cheia de restaurantes japoneses, rua é praticamente a pequena Tóquio

Mesmo com toda a variedade, é só ir de uma ponta à outra para descobrir quem domina de verdade a região atualmente: os orientais e, generalizando um pouco menos, os japoneses. Uma das lojas deixa claro a “conquista”, apelidando a região de Pequena Tóquio. São vários restaurantes japoneses com especialidades específicas. Há bares especializados em robatas, outros em sushis, um só em bolinhos como o guioza e uma meia dúzia de restaurantes especializados em rámen, o macarrão japonês servido meruglhado em caldo.

Setagaya, escolhido o melhor rámen da cidade em 2008

O Monstro já havia comentado que os rámens, que no brasil são chamados às vezes de lámen, são a opção de comida japonesa bem feita, autêntica, e de baixo custo. Dessa vez ele visitou um restaurante que já foi premiado em anos anteriores por servir o melhor prato deste tipo em Nova York, o Rámen Setagaya (ele originalmente ficava na avenida adjacente, mas se mudou para a St. Marks Pl.).

O prato do macarrão mergulhado em caldo de porco por U$ 10

Ele é parte de uma pequena rede japonesa de restaurantes deste tipo, e reúne mais imigrantes daquele país de que qualquer lugar que venda sushi ou robata, até mesmo porque na região há muitos estudantes japoneses, e a sopa é mais barata e mais completa enquanto refeição.  Desde 2008, quando o local foi eleito, entretanto, várias outras casas passarama  investir pesado nos rámens, e hoje a concorrência é acirrada.

O prato é mais de que o suficiente por pessoa

O prato principal servido no Setagaya lembra aquele de que o Monstro já falou sobre os rámens quando visitou o Ippudo, um dos restaurantes mais recentes deste tipo por aqui. No Setagaya tudo é mais simples e mais barato, voltado de fato a jovens e a japoneses de verdade. Enquanto os clientes comem, os atendentes conversam entre si em japonês e assistem a TV japonesa com aqueles programas de jogos estranhos.

É bastante comida, mas os pratos são individuais

A comida do Setagaya, como a do Ippudo, era composta por um delicioso caldo de carne de porco, a massa japonesa, ovo cozido e fatias de lombo de porco. No Setagaya, a carne é assada na brasa, e é servida macia e  deliciosa. Os pratos custam U$ 10 e são individuais, mas com muita comida por pessoa.

No Setagaya, come-se assistindo o trabalho da cozinha

Serviço:
Rámen Setagaya
34-A St Marks Place
New York, NY 10003

Não acredita? Então lê ai…
Guia Fodor’s indica onde está a capa do Physical Graffiti, do Led

Yelp indica o que há de bom ali

NY MAG mapeia o Eats Village

NY MAG escolhe o Setagaya o melhor da cidade em 2008