Ovos benditos no brunch

O brunch do Balthazar, um dos mais aclamados de Nova York, não convenceu o Monstro, desanimado com os altos preços e com o clima corrido e caótico do popular restaurante francês nos finais de semana. O de um outro restaurante francês, entretanto, se encaixou perfeitamente no perfil do que o Monstro procura num brunch nova-iorquino: um cardápio de café da manhã, boa comida, grade quantidade e preço excelente apoiados em tranqüilidade, paz e bom atendimento. É o Les Halles, de novo o restaurante de Anthony Bourdain que já apareceu elogiado aqui duas vezes (na estreia e na busca pelo hambúrguer perfeito).

Eggs Benedict e mimosa no Les Halles, provavelmente a melhor opção de preço e qualidade para experimentar um brunch em Nova York

O Les Halles tem um cardápio especial de brunch aos sábados e domingos. São várias opções de ovos, omeletes e crepes, servidos com salada e batatas fritas e acompanhados por suco de laranja e croissant ou uma taça de mimosa (o coquetel de suco de laranja e espumante). Tudo isso por U$ 17,89, preço que é quase igual o de somente a mimosa em muitos restaurantes. Talvez seja o melhor preço para poder comer bem e tomar uma delas num brunch, sem passar muito dos U$ 20 por pessoa.

Na brasserie, o Monstro experimentou pela primeira vez na cidade o prato que aparenta ser a unanimidade dos brunches de qualquer restaurante da cidade: Eggs Benedict. Bem popular no país inteiro, o prato inclui dois ovos poché (cozidos fora da casca, de forma que a gema fica mole), por cima de presunto e pão e cobertos por molho hollandaise (preparado com gemas de ovos, manteiga e limão, bem suave). O cardápio inclui uma versão parecida trocando o presunto por salmão defumado, o que também fica ótimo.

Existem várias versões para a história desta forma de servir ovos. Estudiosos de linguagem dizem que ele veio da França, mas americanos apontam para Nova York, mais precisamente Wall Street, em diferentes épocas da virada do século XX. Uma das principais delas aponta para um hotel no final do século XIX, tendo sido inventado como forma de matar a ressaca, o que, mesmo sem ser verdade, serve como modelo para a forma como é consumido avidamente nos brunches atuais.

Serviço:
Cardápio de Brunch do Les Halles

Leia também:
NYT busca a história dos ovos benditos

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