Nova Kiev

A esquina da nona rua com a segunda avenida é o pedaço ucraniano de Nova York. A cidade supostamente tem mais de 100 mil pessoas com origem no país do leste europeu, e nada mais natural de que ter restaurantes e centros de cultura. Perto dali há até mesmo um museu de cultura ucraniana.

Restaurante sem nome fica dentro da casa nacional da ucrânia, no East Village

Ali na esquina fica o Veselka, que significa arco-íris e se tornou referência a homossexuais no país, segundo um amigo que fala russo – e por tabela, conhecedor da cultura da Ucrânia. O restaurante funciona noite adentro, tem uma forte produção de doces e pães, serve comida ocidentalizada e apenas algumas opções mais autênticas. É um lugar muito mais para badalação de que para conhecer a cultura do país.

Letreiro na porta indica as especialidades ucranianas servidas ali

Do lado dele há uma porta de vidro que abre para um corredor e chega a um lugar quase escondido, tirando pelo neon anunciando – trata-se da casa nacional da Ucrânia (Ukrainian National Home) e do seu restaurante sem nome formal. Aqui as comidas são predominantemente receitas com origem no país.

No final do corredor há um neon do restaurante

Apesar de a história da Ucrânia ser formada por séculos de ocupação e domínio estrangeiro, a comida tradicional do país é marcada pela abundância e pela variedade de ingredientes. A comida ucraniana é uma mistura de carnes, legumes e massas, servida em pratos grandes, comida pesada e cheia de temperos, um retrato da localização do país entre a Rússia e a Polônia.

O strogonoff, picadinho de carne e cogumelos com creme servido sobre massa

O ambiente do restaurante sem nome é bem simples, e o lugar estava quase vazio na noite de terça-feira. O cardápio passeia por nomes conhecidos da gastronomia russa e polonesa, com os nomes também em ucraniano.

O combinado ucraniano, com um pouco de cada um dos pratos mais populares do país

A esposa pediu logo um estrogonof, aquele mesmo prato tão popular no Brasil que tem origem naquela região, na Rússia, acima de tudo. O estrogonof deles é como um picadinho de filé com cogumelos e creme de leite, sem os temperos “vermelhos” que deixam o molho com sabor diferenciado no Brasil. A carne vem bem macia e é servida não com purê, arroz e batata palha, mas com uma massa.

O Monstro pediu um combinado ucraniano, prato com um pouco de cada especialidade e que lembrava muito o combinado esperimentado na Pequena Polônia de Nov York. Vinha um repolho recheado com uma massa de arroz e carne, kovbasa (uma linguiça defumada), varenykys (grandes raviolis de carne e queijo) e uma deliciosa porção de grãos de trigo hidratado.

O jantar foi em companhia do amigo que entende de Rússia e a respectiva esposa, que falaram sobre a região do leste europeu e as viagens que realizaram por lá. Eles comeram porções do ravioli e um borscht, sopa vermelha de carne com legumes.

A comida estava mais bem cuidada e com sabores mais delicados que a experimentada na Polônia nova-iorquina. Para duas pessoas, incluindo duas cervejas, a refeição custou U$ 46. Pouco para uma curta viagem ao leste europeu sem sair da região de casa.

Serviço:
Ukrainian East Village Restaurant
140 2nd Avenue
New York, NY 10003-8364
(212) 529-5024

Não acredita? Então olha aí também…
NY Mag

Nota 3,5 de 5 no Yelp

Museu ucraniano

Comida ucraniana

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