Farofada nova-iorquina

Sentado no calçadão de frente para o mar, sentindo a brisa da praia, tomando uma cerveja e comendo um pedaço de galinha na brasa, nem parecia estar mais em Nova York. Mas quando o calor começa a bater forte no asfalto dessa selva de pedra que é Manhattan, existe uma alternativa bem tropical a poucos minutos dela, acessível de metrô: Coney Island.

A praia de Coney Island, com coqueirinho artificial

É uma praia de verdade, que fica no Brooklyn (a estação Coney Island do metrô, 45 min de Downtown, fica quase na areia) e que tem uma orla até interessante, por mais que água seja gelada demais nessa época do ano e não seja nada convidativa. Mas a areia é limpinha (embora um pouco dura demais) e a água é bem cristalina.

O calçadão das bizarrices

Melhor mesmo é o calçadão que fica por quase toda a orla, parecendo uma viagem no tempo pela decoração e pelos temas dos bares. Há parques de diversões, montanha russa, roda gigante, um daqueles parquinhos de bairro bem podrões  que havia pelo brasil nos anos 1980.

Lanchonetes da orla

A região já foi um resort de pessoas ricas de Nova York, mas entrou em decadência e o passeio não é mais algo que as pessoas valorizem muito, mas praia é praia. Coney Island ainda tem um pier bem legal, e durante o verão há uma queima de fogos quando o sol se põe.

Barraca vendendo bebidas abertamente, apesar de ser proibido beber em lugares públicos

São muitos bares e barracas vendendo bebidas, dando a entender que a regulamentação que proíbe de beber em público não funciona tão bem ali. As comidas, entretanto, não mudam muito o clima de cidade americana, ficando na base de frituras, pizzas, hambúrgueres e sanduíches.

A galinha na brasa peruana, de frente para o mar

O Monstro sentou em um dos poucos bares que tinha mesa naquele domingo. A partir das 15h a praia começa a encher, e fica até lotada no fim da tarde. O Piu Piu Riko servia comidas peruanas populares, como a galinha na brasa que dá um clima bem de farofa. O tempero da galinha estava delicioso e a carne bem macia, mas não havia farofa de verdade para acompanhar, mas uma banana verde frita ruim de dar dó. A refeição ficou na casa dos U$ 30, e serviu bem pelo ambiente. Tirando as bizarrices de uma praia culturalmente diferente, sentar de frente para o mar já é uma coisa sensacional.

A banana verde frita com gosto de óleo velho

Com um pouco mais de planejamento é possível organizar uma farofada de verdade e sair de Manhattan com umas comidas e bebidas mais interessantes para serem consumidas sentados na areia. É mais podre, mas mais divertido de que sentar num bar qualquer.

Serviço:
Como chegar a Coney Island

Não acredita? Então olha aí também…
Por falta de referência melhor, vai a wikipedia mesmo…

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