O guia para criar pneus

A grande quantidade de guias de restaurantes de Nova York faz com que a importância de cada um deles se dilua e não deixe nenhum como referência máxima. Acompanhando a cena gastronômica da cidade, aparentemente ninguém mata e morre por estrelas do aclamado guia Michelin. Mesmo assim a mais tradicional das referências internacionais em qualidade de comida renova anualmente sua lista de restaurantes estrelados em NY (além de San Francisco), e serve como boa base para escolher onde comer.

O bonequinho da Michelin, que faz um dos principais guias de restaurantes do mundo

Em todo o mundo, o Michelin talvez seja o mais respeitado dos guias de restaurantes. São 26 guias lançados em 23 países diferentes, sempre com seriedade e credibilidade. Seus críticos pagam pela comida e fazem análises apuradas, técnicas e em segredo. Ao lado da revista “Restaurant” que atualiza anualmente a lista com os melhores 50 restaurantes do mundo, a lista anual de lugares com três estrelas em todo o mundo é aguardada ansiosamente. Considerando que as premiações são sérias e competentes, é natural que muitos dos restaurantes listados apareçam nas duas referências.

Em 2010, o guia Michelin ofereceu três estrelas a cinco dos restaurantes de Nova York. Essa premiação significa que o Michelin diz que só o restaurante já vale uma viagem à cidade. Três deles apareciam na lista da “Restaurant”: Daniel (pela primeira vez com três estrelas), Le Bernardin e Per Se. Mas o guia também diz que os menos aclamados Jean-Georges e Masa valem uma viagem a Nova York. Os dois recebem boas avaliações em guias como o yelp. O primeiro tem um mini-meni de almoço por U$ 29, e o segundo é um japoês chamado de “um dos lugares mais caros da cidade” – com contas de quatro dígitos para duas pessoas.

Curiosamente, o Per Se, o Masa e o Sean Georges ficam na mesma esquina da cidade, o Colubus Circle, na esquina do Central Park. É o metro quadrado com mais estrelas Michelin do mundo.

O Michelin oferece duas estrelas, o que já é reconhecimento como algo excepcional, a seis restaurantes: O fantástico Momofuku Ko abre o caminho para outros não tão populares: o italiano Alto (nota 4/5 no Yelp), o francês Corton (nota 7/10 no Yelp), o modernoso Gilt (onde só se entra de paletó), o chef celebridade Gordon Ramsay at The London e o mediterrâneo Picholine – esses dois últimos, por sinal, ficam a poucos quarteirões do Columbus Circle. Duas estrelas significa que o restaurante vale desviar o caminho para comer lá.

O boneco do Michelin durante evento em Paris

Outros 44 restaurantes da cidade receberam uma estrela em 2010. Pode parecer pouco, mas é reconhecimento suficiente para garantir o sucesso de um restaurante. Há muitos celebrados como a churrascaria Peter Luger, o 11 Madison Square e o WD-50, e outros bem populares que têm menus acessíveis no almoço, como o Minetta Tavern e o Gotham Bar & Grill.

O livrinho da Michelin indica ainda 85 bons restaurantes onde se pode comer uma refeição por até U$ 40, e mais 109 lugares em que se come bem por preços abaixo de U$ 25. Todos esses ganham textos autorais bem descritivos do tipo de comida que se encontra ali, mais bem cuidados de que outros guias mais genéricos.

No total, Nova York recebeu 71 estrelas do guia Michelin, o suficiente para passar um bom tempo passeando e comendo bem (poucas a menos que as 97 de Paris, onde o guia é a referência máxima). O risco é ficar tempo demais e acabar parecido com o homenzinho de pneus.

Serviço:
Lista completa dos estrelados de NY em 2010-06-02

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