Aristocracia de restaurantes

A cena gastronômica de Nova York é dominada por uma pequena aristocracia. Uns poucos chefs e empresários detêm a propriedade dos restaurantes mais relevantes da cidade e levam quase todos os prêmios locais e internacionais voltados à comida, deixando pouco espaço para pequenos empreendedores.

Por um lado, investidores inteligentes fazem negócios de forma inteligente e inauguram restaurantes de temas e sabores variados contratando os melhores chefs e administradores para coordenar o trabalho – é o caso de Keith McNeelly e Danny Meyer, cada um com uma dezena de restaurantes. Por outro, sempre que algum chef faz sucesso com seu restaurante, é normal ele abrir outros em uma rede similar, repetindo a fórmula a fim de aproveitar a atenção positiva – como acontece com David Chang e Mario Batalli. Para completar o domínio de grandes nomes da gastronomia, os poucos outros restaurantes “independentes” que conseguem fazer muito sucesso e serem premiados muitas vezes são parte de projetos multinacionais, como acontece com Thomas Keller, Nobu e Gordon Ramsay.

Parte disso é causada pela grande demanda de Nova York por bons restaurantes, e parte pelo fato de os nova-iorquinos serem acomodados e mimados, e quererem os melhores restaurantes em sua esquina, buscando não ter que se deslocar pela cidade. Existe demanda para cada vez mais restaurantes, mas eles podem ser menores e ter várias sedes espalhadas em diferentes bairro.

O “Wall Street Journal” diz que Danny Meyer é tão poderoso quanto o prefeito da cidade, Michael Bloomberg. Com onze “palácios” espalhados por Manhattan, Meyer domina o paladar nova-iorquino com comidas variadas que vão desde o simples cachorro-quente, ou do hambúrguer, até a mais refinada alta gastronomia de restaurantes premiados internacionalmente.

Danny Meyer é o “dono” do Union Square Hospitality Group, empresa que de fato assume a responsabilidade por tantos restaurants premiados. São dele as lanchonetes da rede Shake Shack, que estão se espalhando pela cidade com um hambúrguer simples e gostoso que costumava formar filas de até uma hora na Madison Square. O foco ali são milk shakes, cachorros-quentes e especialmente hambúrgueres. O sanduíche de fato é gostoso, mas caiu num clima de ser considerado por várias pessoas o melhor da cidade, criando um marketing sem tamanho para ele e gerando necessidade e mais lanchonetes.

Meyer tem também o 11 Madison Square, restaurante estrelado pelo guia Michelin e que ficou em 50º lugar na lista de melhores restaurantes do mundo da revista “Restaurant”. Ele tem também os restaurantes e cafés do Museum of Modern Art, incluindo o excepcional The Modern, com comida deliciosa e delicada a preços altos, mas acessíveis.

Completam a rede dois favoritos dos nova-iorquinos que acabam não ganhando tanta atenção de turistas: O Gramercy Tavern e o Union Square Café. Mais simples e com uma cozinha refinada, mas não em excesso, esses dois restaurantes costumam ficar em primeiro e segundo lugar na avaliação dos leitores e críticos independentes do guia Zagat, muitas vezes chamado de bíblia da gastronomia da cidade.

Não acredita? Então olha aí também…
WSJ faz tou por todos os restaurantes de Meyer

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