Sarapa

Durante o passeio pelo mercado da Lapa, vi que quase todos os açougues ofereciam na parte de vísceras uma mistura já pronta para sarapatel. O prato de miúdos de porco (todos os órgãos e sangue do bicho) é uma das comidas mais feias do mundo, e muita gente prefere nem chegar perto, mas trata-se de um clássico nos botecos mais raiz no Recife, e algo delicioso que sempre se comia em casa, então decidi arriscar.

Comprei um quilo da mistura (R$ 5) e em casa segui a receita do livro de comidas dos mercados do Recife (o sarapatel é unanimidade nos botecos de mercado). A receita mandava usar os miúdos, limão, vinagre, tomate cebola, pimentão, coentro e outros temperos.

O preparo é quase insignificante, cozinhando os miúdos (previamente fervidos, para a limpeza) com um refogado dos outros ingredientes. Mesmo assim, no começo dava a impressão de que não ia funcionar. Depois de pouco mais de meia hora, entretanto, o cheiro tradicional do prato pronto tomou conta da cozinha e abriu o apetite.

Servido com limão e um pouco de farinha, o prato ficou perfeito, bem parecido com o sabor conhecido na origem pernambucana. O livro dos mercados alega que a receita tem origem indiano-portuguesa. O prato fica perfeito com uma cerveja gelada, e serve bem num momento como o atual fim do carnaval, para rebater a ressaca.

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