Comendo a Grande Maçã

comendo-capaComendo a Grande Maçã
Uma viagem gastronômica por Nova York

Livro publicado em dezembro de 2011 pela Editora Memória Visual

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PREFÁCIO – Por Cristina Fibe

Sem dúvida, um dos aspectos mais atraentes de Nova York é a variedade, a quantidade e a qualidade dos restaurantes, food trucks, cafés e diners disponíveis. Não é fácil escolher o que experimentar nem por onde começar.
Uma das dicas mais preciosas que recebi para aproveitar a oferta gastronômica da cidade durante o ano em que lá morei veio deste Monstro: simplesmente caminhe pelas ruas e escolha algo novo. Sem a preocupação de ir a locais “obrigatórios”, Nova York fica mais fácil de digerir.

Raramente esse conselho dá errado.

Mas a dúvida sempre acaba surgindo: será que não passei reto por lugares que realmente têm a minha cara — e se encaixam no meu orçamento? O que estou deixando de provar?

É aí que entra este guia. Não se trata de colocar o leitor diante da obrigação de conhecer determinados locais. De culpá-lo por não ter investido um bom dinheiro no Per Se ou por não ter experimentado as ostras da Grand Central Station. Pelo contrário.

Sem truques nem afetação, o Monstro compartilha suas aventuras calóricas durante seis meses muito bem aproveitados em Nova York. Seis meses, US$ 7 mil e incontáveis pratos diferentes.

Pois pegue uma caneta e acompanhe o Monstro em sua viagem gastronômica por diferentes países, culturas, faixas de preço e tipos de cozinha, tudo em um só lugar.

É impossível ler este livro sem parar de tempos em tempos para anotar os nomes dos restaurantes que mais se adequam à sua personalidade, ao seu bolso e às suas vontades.

Daniel Buarque, por meio de seu alter ego, o Monstro, mastiga para o leitor muitas das opções sem fim que a cidade oferece.

Fica bem mais fácil chegar a Nova York já sabendo que não vale a pena perder tempo com o mau humor dos garçons do Oyster Bar e que os amantes de arroz doce não podem ir embora sem passar pelo Rice to Riches.

Ou que, se for ao célebre e lotado Katz, o ideal é pedir o egg cream (bebida que nada tem de ovo) e o pastrami on rye — e, só porque leu este livro, você saberá o que está fazendo.

É muito mais saboroso comer na Grande Maçã sabendo quem são Keith McNeelly e Danny Meyer versus Daniel Boulud e David Chang. E que, caso se canse de todos esses nomes, um carrinho de rua sempre estará à disposição para uma refeição gostosa, barata e rápida.

Isso tudo porque o Monstro, no lugar de verbetes burocráticos e superficiais que tantos guias oferecem, procura transportar o leitor ao ambiente nova-iorquino, à história de cada pedaço desse imenso caldeirão onde se pode, sim, andar sem rumo e encontrar pérolas — mas onde também é muito útil absorver a experiência alheia para melhor aproveitar o tempo e o dinheiro disponíveis.
Foi o que procurei fazer durante o período em que morei em Nova York.

O Monstro chegou lá poucas semanas antes de mim, e um dos meus passatempos preferidos durante a preparação para a mudança de SP aos EUA era entrar no blog (o monstronacozinha) que se transformou neste livro e sonhar com os lugares por onde eu ainda iria passar.

Dito e feito: o blog me levou ao Rice to Riches (e, por tabela, introduziu a sobremesa calórica no cardápio de todos os que me visitaram); aos deliciosos restaurantes de David Chang (no Momofuku Ssäm, o Monstro conseguiu até me convencer a provar orelha de porco; voltei lá ao menos cinco vezes); ao cachorro-quente nascido em Coney Island (o Nathan’s); aos bares perto da areia, no Pier 17; à rua de pedras (Stone St.); ao delicioso Boathouse, no Central Park; e até a conhecer feiras de rua (como a Hester Street Fair, minha preferida) e mercados que ficavam longe de casa.

Após quase um ano na cidade, sempre acompanhando as aventuras do Monstro na Cozinha, ainda não consegui provar tudo o que queria.

Manterei este apetitoso guia em mãos, certa de que irei consultá-lo sempre que voltar a Nova York. Livros como este, independentes e espontâneos, são coisa rara no mercado.

Como o próprio Monstro diz, trata-se de uma “pessoa real”, escrevendo sem amarras sobre uma de suas maiores paixões.

Ao leitor só resta aproveitar as dicas e o conhecimento do autor para aprender a ser um cliente “acomodado e mimado”, como os nova-iorquinos. Bom apetite.

Cristina Fibe, jornalista, foi correspondente do jornal Folha de S.Paulo em Nova York enquanto o Monstro rodava por lá experimentando os sabores da cidade

4 Respostas para “Comendo a Grande Maçã

  1. oi mostro , achei isso muito bacana , quero acompanhar todas as suas descobertas
    abração

  2. Neila Gusmão

    Olá!
    Achei muito interessante seus ‘achados’.
    Adoro NYC e suas delícias ‘fora do roteiro tradicional’, por isso adorei o ‘monstro & brunch”. Parabéns!
    Sou terapeuta, ensaísta, estudo saúde por vias naturais. Descobrir ‘lugarzinhos’, reunir os amigos para um café- com-prosa, ouvindo boa música é ‘relax e terapy’ dos bons (super-natural!).
    Bom, em 2011 planejo publicar um ‘blog’ sobre ‘notícias boas e interessantes’, especialmente nesse canto do planeta (NE DO BRASIL)…para o mundo! (o ‘mostro’ me deu ótimasidéias).
    Super-abraço,
    Neila

  3. Pingback: Vem aí: Comendo Londres – Um guia para amar a pior gastronomia do mundo | Monstro na Cozinha

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